Ruy Carlos Ostermann: “Nada, nada mal”

By bulldogsfr

Convidamos o professor Ruy Carlos Ostermann para comentar a mais recente partida dos Bulldogs. Vejam o que ele diz a respeito dos 4 x 1 aplicados no valente time dos Amigos do Zirbes:

Nada, nada mal

O jogo começou morno, com ambas as equipes se estudando mutuamente, embora os Amigos do Zirbes demonstrassem um pouco mais de arroubo e mantivessem a posse de bola na maior parte do tempo, tocando-a com uma desenvoltura um tanto incômoda para a torcida dos Bulldogs. Pois começou morno e morno terminaria, não fosse o sorrateiro, porém mortal contra-ataque bulldoguense. Mesmo jogando os primeiros dez minutos no campo de defesa, os Bulldogs não se demoraram a armar contra-ofensivas pelos flancos, abusando da velocidade inigualável de Jorge, do apoio aguerrido de Eduardo pela direita e de Tiago pela esquerda, do oportunismo de Leandro e, principalmente, dos toques aveludados de Marco em inspiradíssima jornada.

Foi numa dessas contra-ofensivas que os Bulldogs abriram o placar aos 15 minutos de jogo, com jogada pela direita que resultou em rebote para o ala Eduardo, que desferiu um chute rasteiro e turbulento em direção ao golo. O guarda-metas dos Amigos do Zirbes falhou ao encaixar a bola e numa infelicidade deixou-a passar por debaixo das pernas. Ainda há dúvidas se a bola realmente ultrapassou toda a linha do golo. Mas o futebol é assim, um esporte sujeito a dúvidas, e esta favoreceu o time dos Bulldogs, cujo tento foi validado pelo árbitro Fábio Cunha sob reclamações veementes dos Amigos do Zirbes.

O golo, legítimo ou não, elevou a temperatura da partida, que passou a oscilar de uma área a outra em velocidade estonteante. Os Amigos do Zirbes cresceram e demandaram grande esforço de ambos os stoppers dos Bulldogs, especialmente de Artur pelo lado direito. É preciso que se diga que a defesa bulldoguense ainda apresenta claras dificuldades para se organizar no 3-5-2. Apesar do fôlego interminável de ambos os seus volantes – e aqui nos referimos a Balakka e Bruno, claro está –, o central Ricardo queda seguidas vezes a sós na marcação dos atacantes adversários, que com freqüência livram-se da marcação e colocam-se em situação de chute. O golo de empate dos Amigos do Zirbes nasceu desse tipo de situação, após Ricardo afastar para escanteio. Na cobrança, o ponteiro Anderson subiu sozinho e cabeceou livre, sem chances para Nilton, em que pese as monumentais defesas que este viria a realizar no decorrer do match.

Aqui, é preciso que se dê o devido destaque à estabilidade anímica dos Bulldogs. Afora alguns lances de flagrante afobamento, o golo dos Amigos do Zirbes pouco abalou o esquadrão laranja, que se postou atrás e manteve a calma. Balakka e Bruno, ambos donos de um futebol aguerrido e cerebral, contiveram-se atrás da linha divisória e relegaram a Marco a tarefa de iniciar as investidas no campo de ataque. O resultado foi imediato. Distribuindo o jogo com inteligência, Marco pifou os companheiros de ataque nem uma e nem duas vezes, mas várias. Numa delas, o guarda-metas dos Zirbes não teve opção senão a de cometer a penalidade máxima. Bruno, o cobrador oficial, bateu com segurança e decretou o início da goleada dos Bulldogs.

O que se viu a partir daí foi a amostra mais bem-acabada do estilo de jogo bulldoguense. Um estilo que vem se consolidando a cada semana e se baseia num tocar-de-bola rápido e insinuante, com uma meia-cancha que pondera o jogo, acompanhada de dois alas extremamente velozes e uma dupla de ataque que se completa em qualidades. Jorge, sempre muito veloz, passa invariavelmente zunindo pelos stoppers adversários e só é parado no anti-jogo. Tem tempo tanto para arriscar o golo como para servir aos companheiros. Já Leandro, em que pese não ser tão rápido, é objetivo e conhece o atalho do golo. A bem da verdade, aparece somente na hora derradeira, na hora da glória maior do futebol, não admira, portanto, que seja tão odiado pelos adversários.

E assim foi. Primeiro, Marco lançou Jorge em profundidade, este alçou vôo pelo flanco direito e cometeu um cruzamento sobranceiro para Leandro, que demonstrou calma e maturidade ao marcar. Depois, foi a vez de Jorge devolver o agrado em um lance de flagrante atrevimento – um inesperado toque de calcanhar que municiou Marco, deixando-o livre para acionar novamente Leandro, que desta vez mal teve de se mexer para estufar as redes dos Zirbes e selar uma goleada marcante para a nação bulldoguense. Uma goleada que dará ânimo renovado para os Bulldogs, que na próxima semana terão pela frente um de seus desafios mais árduos até aqui. Nada, nada mal!

12 Respostas para “Ruy Carlos Ostermann: “Nada, nada mal””

  1. Jorge Disse:

    Professor, como sempre, muito bem comentado! Em primeiro, agradeço aos elogios acerca de velocidade inigualável, embora não vislumbro toda esta característica. Porém, vinda do senhor, torna-se lei.
    Em segundo, e apenas como comentário, possivelmente pelas cabines da imprensa encontrarem-se um pouco distante do gramado, o senhor não tenha reparado que em apenas em um dos gols de leandro eu o assistenciei. Méritos, então, lógico para o outro assistente que denominasse Marco. Em uma jogada em que percebi seu deslocamento pelo flanco direito, desferi um passe de costas de calcanhar (pouco utilizado em meu repertório) onde o encontrei livre para avançar e, assim, reencontrar nosso goleador Leandro.
    Agradeço por meio deste, de antemão, ao meu padrinho que me fez ingressar a esta família denominada “Bulldogs FR”, o Henrique (vulgo Balakka). Com este gesto me proporcionaste não só um novo lazer, mas também um excelente grupo de amigos. Obrigado!

  2. Balakka Disse:

    “Golo” foi muito bom….hehehe

  3. Balakka Disse:

    Jorge

    Primeiramente obrigado pelas palavras e pelo companheirismo.

    Segundamente, é Balakka, vulgo Henrique, entende?

    Abraço

  4. Andreas Disse:

    Jorge,

    Pode deixar que eu vou avisar o professor. Ele vai corrigir esse equívoco!!

    Grande abraço!

  5. Leandro Demori Disse:

    Por que não falou sobre as coxas de alguém? FARSA.

  6. Andreas Disse:

    O professor Ruy não repara nessas coisas, Leandro.

    Mentira, repara sim.

  7. Artur Klassmann Disse:

    Artur sem “H” professor! Segurança na defesa! Abraços Bulldogs!

  8. Ricardo Disse:

    Sábio professor quando lembra minhas participações, que ou coloco a pelota para o corner (dando margem ao tento adversário) ou quando fico mano a mano com o center forward oponente, que não raras vezes fica cara a cara com nosso arqueiro. Pena não ter lembrado a participação do beque Andreas, ex-vulgo Nilmarcão, e suas investidas pouco produtivas pela ala esquerda, porém um atleta de grande valia para representar a raça bulldogueana…

  9. Ruy Carlos Ostermann Disse:

    Caro Artur: já corrigi o texto. Peço desculpas pelo erro. Sabes como é: estou velho e broxa, é natural que eu cometa esses pequenos deslizes…

    Grande abraço do seu fã.

    Ruy.

  10. Andreas Disse:

    Ricardo e Artur,

    Aguardem pelas próximas atualizações. Já conversei com o David Coimbra e ele aceitou fazer uma crônica falando sobre o nosso trio de zagueiros… Aí sim, teremos o destaque que merecemos!

    Grande abraço!

  11. Tiago Disse:

    fico imensamente grato pela velocidade citada pelo nosso comentarista, queria ser um pouco mais técnico, mãs vamos com oque temos…abraço a todos q ja esta virando uma família..!
    Ps: Tiago sem H porr….

  12. bulldogsfr Disse:

    Corrigido, Tiago!

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